terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

África Centro-Ocidental

Quando o português Diego Cão e seus homens chegaram, em l482-3, a desembocadura do rio Zaire (Nzade ou Nzare, “rio que engole os outros”) e desembarcaram no porto africano de Mpinda, o manikongo Nzinga Kuwu, sétimo de sua dinastia, reinava inconteste sobre uma região tão grande como uma quarto da França atual. O reino teria sido fundado pelo seu ancestral Ntinu-Wene, chefe Kikongo que, chegado do norte, atravessou o grande rio e conquistou a cheferia ambundu, junto ao rio Zaire. Os sucessivos manikongos aumentaram seus territórios com conquistas militares. Manikongo: Autoridade máxima desta pirâmide política, não transmitia hereditariamente o seu poder. Nos primeiros tempos, todo descendente masculino do fundador da dinastia podia pretender o trono, quando de uma sucessão. A escolha era efetuada por um colégio eleitoral de nobres, mas em geral, era a força das armas que decidia a quem caberia o poder.

O título de manikongo possuía caráter sacro: o seu detentor, cometendo incesto com uma irmã, perdia seus direito de família. Alcançava, assim, uma situação que lhe permitia governar, sem favorecimento, todas as famílias. No reino do Kongo, a cidade desempenhava um importante papel social e econômico.

Dela partiam as principais caravanas envolvidas no comércio do ferro e do sal, dois produtos determinantes na economia do reino. O ferro, abundante em diversos pontos da região principalmente no maciço de Bangu e o sal vinha das salinas de Mpinda e do extremo sul do reino. O nzimbo, uma espécie de caramujo, era a moeda de circulação nacional usada nestas trocas. A pesca do caramujo, realizada apenas nas águas da ilha de Luanda, era um monopólio real.

O Primeiro Manikongo que entrou em contato com os portugueses converteu-se ao cristianismo, mas voltou, logo, à religião da terra. Trata-se de conversão político-diplomática, que não prosperou devido à debilidade da aliança política inicial. (Foi um de seus filhos que assumiu o nome cristão de Afonso (l505-l543), que dirigiu a evangelização do Kongo). Apoiado pelos católicos e portugueses, contra seu meio-irmão, Mpanzu e Kitima, pagão anti-português, Afonso terminou vencendo a disputa pelo título de manikongo, ajudado, segundo a tradição, por um exército de soldados católicos celestiais.

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