quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Ibos

Os igbos (pronúncia ibos) são um dos maiores grupos étnicos africanos. Habitam do leste, sul e do sudeste da Nigéria, além de Camarões e da Guiné Equatorial.




A maioria da população Ibo está concentrada na Nigéria, dominando parte do sul e o oeste desta com cerca de 25 milhões de pessoas. Encontram-se também em Camarões, Guiné Equatorial (Ilha de Fernando Po), Gana, Serra Leoa, Costa do Marfim, Gabão, Libéria e Senegal e atualmente milhares nos USA.

História




A tradição oral mais antiga afirma que sua presença, no que é chamada de Terra dos Igbo, decorre de mais de 1500 anos.

As Cidades Soberanas dos Igbo

Muitas culturas da Nigéria não se transformaram em monarquias centralizadas. Dessas, os Igbos são provavelmente os mais notáveis devido ao tamanho do seu território e à densidade da sua população. As sociedades Igbo eram organizadas em aldeias auto-suficientes, ou federações de comunidades de aldeias, com uma sociedade de anciões e associações de grupos da mesma faixa etária que desempenhavam várias funções governamentais.

Em 1967, apoiados pela multinacional francesa Elf-Aquitaine, declaram independência da região leste da Nigéria, formando a República de Biafra. Houve fome generalizada na região, guerra civil, o que acabou levando à derrota do ibos.

Guerra de Biafra

A Nigéria se tornou independente em 1960, foi formada pela reunião do povo ibo com o povo hausa. Os ibos eram provenientes da província de Biafra, a leste do país, e formavam a elite da Nigéria. De uma forma geral eram os que tinham os melhores empregos e os melhores salários. Num golpe de Estado, em 1966, um grupo de oficiais do exército da etnia ibo tomou o poder. No entanto, em um contragolpe, o novo governo foi derrubado e os ibos passaram a ser caçados e massacrados no país inteiro.

Os que conseguiram escapar fugiram para a sua província de origem e se declararam independentes. A província de Biafra era muito rica em petróleo. Por esse motivo, o governo não iria aceitar sua separação, tendo em vista que era a região mais rica do país. Fator que resultou numa guerra civil que teve início em 1967, e fim em 1970.

Morreram, aproximadamente, um milhão de pessoas, em sua maioria ibos. Biafra se rendeu e foi anexada novamente ao território da Nigéria.

Cultura


Homens vestindo a moderna Isiagu com
o tradicional chapéu Igbo masculino.

A cultura Igbo são os costumes, práticas e tradições dos Igbos do Sudeste da Nigéria. É composta por práticas arcaica, bem como novos conceitos adicionados na cultura Igbo, quer pela evolução ou por influência externa. Estes costumes e tradições do povo Igbo incluem as artes visuais, música e formas de dança, bem como as suas vestimentas, culinária e idioma dialetos. Devido às suas diversas subgrupos, a diversidade de sua cultura é ainda mais aumentada.

Arte




Há obras em bronze, madeira, esculturas em marfim, cerâmica, as obras de ferro e muitas outras podem ser encontradas em galerias populares e museus ao redor do mundo. As demais são obras em prata e couro, tecelagem de tecidos e cabaças trabalhadas e enfeitadas.


Vaso feito em bronze.


Face feita em bronze.

Destacam-se os trabalhos decorativos de bronze de Igbo-Ukwu (séculos IX e X).

Música


Udu, um instrumento Igbo.

O povo Igbo têm um estilo musical melódico e sinfônico, em que se incorporam vários instrumentos de percussão: o udu, que é essencialmente concebido em um recipiente de argila; uma ekwe, que é formadom da escavação em madeira; e o ogene, um sino da mão projetado de ferro forjado. Outros instrumentos incluem opi, um instrumento de sopro semelhante a flauta, igba, e ichaka.

Outra forma musical popular entre os Igbo é o Highlife, que é uma fusão de jazz e música tradicional e muito popular na África Ocidental. O moderno Highlife Igbo é visto na obra de Dr. Sir Warrior, Oliver De Coque, Bright Chimezie, e Chief Osita Osadebe, quem são os alguns dos maiores músicos Igbo Highlife do século XX. Existem também outros notáveis artistas do extrato Igbo Highlife, como o Mike Ejeagha, Paulson Kalu, Ali Chukwuma, Ozoemena NWA Nsugbe.

Língua

O igbo (em igbo: Asụsụ Igbo) é uma língua falada na Nigéria por cerca de 20-25 milhões de pessoas, os igbos, especialmente na região sudeste, anteriormente conhecida como Biafra e em partes da região sul-sudeste da Nigéria. A língua foi usada por John Goldsmith as an como exemplo para justificar o desvio do modelo clássico linear de fonología tal como era dito no The Sound Pattern of English. É escrita em alfabeto latino. O alfabeto Nsibidi é usado pela sociedade ekpe. O igbo é uma língua tonal, como o ioruba ou o chinês. Existem centenas de dialetos diferentes e línguas Igbóides incluídas na língua igba, tais como os dialetos ikwerre enuane e o ekpeye.

Dialetos

O igbo se divide em vários dialetos, a maioria mutuamente inteligíveis entre si, são eles; bende, owerri, ngwa, umuahia, nnewi, onitsha, awka, abriba, arochukwu, nsukka, mbaise, abba, ohafia, agbor, wawa okigwe e ukwa/ndoki. O alto grau de semelhança entre estes dialetos faz com que formem uma continuidade dialectal.

Fontes: Wikipédia / Guerras Brasil Escola.com /
Nigerianembassy-brazil.org

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