domingo, 7 de fevereiro de 2010

Império Monomotapa

O Império Monomotapa também chamado Mwenemutapa, Muenemutapa, ou ainda Monomatapa(que era o título do seu chefe) foi um império que floresceu entre os séculos XV e XVIII na região sul do rio Zambeze, entre o planalto do Zimbabwe e o Oceano Índico, com extensões provavelmente até ao rio Limpopo.


Mapa mostrando a extensão do Império Monomotapa.

Este estado africano era extremamente poderoso, uma vez que controlava uma grande cadeia de minas e de metalurgia de ferro e ouro, cujos produtos eram muito procurados por mercadores doutras regiões do mundo.

É importante notar que, ao contrário dos soberanos de muitos reinos actuais ou recentes, os Mwenemutapas não formavam uma cadeia de descendentes - o sucessor de um Mwenemutapa falecido (ou deposto) era escolhido pelo conjunto dos seus conselheiros e dos chefes seus aliados, guiados por um ou mais "chefes espirituais" que interpretavam os "sinais" enviados pelos espíritos ancestrais da tribo.

Domínio português

Quando da exploração da costa oriental africana, desde Vasco da Gama, colheram os portugueses informes de que havia ouro em quantidade, vindo dum reino não-muçulmano. Tais informações foram confirmadas pelo espião Sancho de Tovar.

Numa primeira tentativa, os lusitanos procuraram cooptar a aristocracia, sem sucesso. Em 1567 travou-se a guerra que veio, enfim, a destruir tal organização. Contou, para tanto, com a ajuda do Rei de Malawi.

Esta conquista possibilitou a consolidação dos portugueses no território de Moçambique.
Segundo alguns o império Monomopata ficava em Mbiri, ao norte da atual cidade de Harare, no atual Zimbabwe.

História

O primeiro europeu a tomar contacto com a cidade de Grande Zimbabwe, capital de Monomotapa, teria sido o navegador e explorador Português Sancho de Tovar.

Este Estado africano possuía ricas minas de ouro. O ouro teria sido a razão pela qual os portugueses engendraram a conquista do território, empenhado pelos moradores em troca das mercadorias que estes ofereciam e, num primeiro momento, justificou a manutenção lusa no atual território moçambicano, a partir de Sofala.

As origens da dinastia governante remontam à primeira metade do século XV. De acordo com a tradição oral, o primeiro "mwene" foi príncipe guerreiro de um reino Shona ao sul, chamado Nyatsimba Mutota, enviado para encontrar novas fontes de sal, ao norte. O Príncipe Mutota encontrou o sal entre os Tavara, uma subdivisão do Shona, que eram notórios caçadores de elefantes. Foram então conquistados, e sua capital estabelecida a 358 km ao norte do Grande Zimbábue no Monte Fura pelo Zambezi.

Fonte: Wikipédia


Leia também!

► Monomotapa: O Reino do Ouro

► O Ouro da África Oriental

► A África Portuguesa

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